Um texto antigo…

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Escrito em 01 de Janeiro de 2015…

2014 foi um ano foi bem diferente do que aquilo que eu tinha planejado no seu início. Confesso que passei maior parte da reta final do ano que passou lamentando essas mudanças, porém hoje percebo que essas “fugas do roteiro” não necessariamente configura como algo ruim.

Será que podemos dizer que temos plena capacidade pra saber o que é melhor para nós? Eu, particularmente, reconheço minha ineficiência neste ponto. E é por ter percebido que essa minha arrogância me custou muita dor de cabeça no passado, hoje eu quero fazer diferente: Vou terceirizar esse serviço!

Vou deixar pra quem sabe, pra quem tem cacife pra ver o que é bom pra mim no futuro. Eu, apesar de toda a empáfia que me acompanha desde o nascituro, percebi que não posso com o futuro. Vou deixar com quem pode. O melhor de tudo é o preço desse serviço: Já foi pago faz muito tempo. Onde? Numa cruz.

Está na hora de parar de adiar os planos de Deus na minha vida pra tentar encaixar o que eu quero. Neste ano a única coisa que eu desejo é viver somente o que que tenho direito em Deus.

E aí, alguém me acompanha nessa? Se ninguém se prontificar, não tem problema: Eu tenho certeza que nessa peleja eu não entro sozinho.

Mutatis Mutandis

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Mudar é algo chatíssimo e complicado. Porém é necessário. Se não fosse, a nossa existência seria um pouco vazia. Já pensou nascer e viver da mesma forma? 
Não falo desses tipos de bobagens “non sense” como “metamorfose ambulante” ou “sair da rotina” e etc. Mas falo em mudanças responsáveis, sérias e efetivas. Que sabe recepcionar o novo, dispensando o que não serve e retendo o que é bom. Porém, para que isso aconteça, é preciso um critério, um ponto de partida, um axioma. Algo que seja básico, que te defina, te caracteriza: caráter.
Sinceramente, espero que os meus valores sejam fortes o suficiente para me levar à mudanças que me tragam satisfação.
Espero nunca mais esquecer que preciso mudar sempre.

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12, 2)

Passado e Futuro

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“Ainda vejo o mundo com os olhos de criança 
Que só quer brincar e não tanta “responsa” 
Mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir”

Essa semana eu acabei lembrando dessa frase de “Lugar ao sol” da saudosa CBJR. E ela me fez pensar bastante.
Hoje eu acabei olhando fotos antigas no meu face. Épocas legais, pessoas que sumiram, talvez aparecem ou, infelizmente, não estão mais entre nós. É legal que o face te dá essa possibilidade de ver essa gradacão, essas mudanças que ocorrem consigo com o passar do tempo.
Você já tem mais pontos fixos do que antes, aprende que a zueira tem limites (triste constatação) e que uma hora as coisas vão começar a apertar e uma mudança de postura será necessária.
Este ano pra mim tá sendo interessantíssimo, mais precisamente as ultimas semanas, porque estou percebendo que eu não vou poder fugir de varias escolhas que eu fico sempre adiando.
Ser mais responsável, ter mais temperança e equilíbrio. Como eu gostaria de ter uma rotina! Que muitas vezes a zueira não compensa e que é bom se levar mais a sério.
Tô mudando! Mas tenho um objetivo em mente: Quero continuar, pelo menos em essencia, sendo o mesmo Mairon.
Até porquê, ainda tenho muita gente pra reencontrar e quero ser reconhecido da mesma forma como eles me conheceram. E a estratégia é boa porque, se até hoje eu tô com o saldo extremamente positivo de ter conhecido uma pá de gente legal e não ter contraído nenhuma inimizade, isto significa que estamos muito bem, obrigado! 
Me parece um objetivo que, no futuro, valerá a pena.

All by myself

Don't wanna be.

Don’t wanna be.

Nossa, neste momento eu to muito puto. Tô escrevendo aqui pra ver se eu relaxo, porque sério, estou com a cabeça a mil com algo que me aconteceu. E eu nem poderia estar escrevendo isso agora, mas estou num ponto que eu tô me lixando pra tudo. Vai parecer meio gay essa minha postura atual depois que vocês ficarem sabendo da história, mas assim, como eu disse, to cagando pra tudo isso. Estou puto e só isso importa.

Então vamos pelo começo:

Comecei a andar com pessoas de outras igrejas da ADET, a qual eu congrego. Gente de Taguatinga, Gama, Candanga. Aí criamos um grupo e, quase toda semana, criávamos algum tipo de evento pra galera se encontrar. Vôlei, churrasco e etc. E foi num desses churrascos que eu conheci uma menina que eu vou chamar de Srta. “K”. Gente boníssima e melhor: Era zueira com eu. Quando eu me interesso levemente por alguém, invariavelmente eu começo a ficar meio retardado. E foi o que aconteceu. Terminou o churrasco e eu saí meio triste com o meu comportamento, porque eu me comportei feito um muleque o churrasco todo, só pra chama atenção.

Eu acabei esquecendo a jovem e etc. Até que um dia ela veio na minha igreja. Tudo bem, nada demais. Tava assistindo o culto, muito bem, muito legal. Até que eu virei o rosto pra trás e a vi. Sem querer, sem forçar nada, eu comecei a olhar dentro do olho dela e fiquei hipnotizado. Pode parecer meio bicha isso que eu tô escrevendo, mas é real! Fiquei sem reação. Me apaixonei pelo olhar dela (eu não tô acreditando que eu estou escrevendo um absurdo desse). Simplesmente eu fiquei sem chão. Depois do culto ela começou a puxar papo comigo, me abraçando de lado e etc. Continuava estático, sem nenhum tipo de reação, não sabia o que fazer. Meu corpo meio que travava pra falar com ela, com medo de acabar me expondo a queda que eu estava sofrendo pela jovem. A primeira vez na vida que eu realmente fiquei apaixonado por alguém! Sempre desdenhei esse sentimento, achava que ele não existia. Mas existe sim.

Depois disso, o inferno começou: Passei mais de 20 dias do mês de maio só pensando nela. Fiz instagram por causa dela. Fiz snapchat por causa dela. Puxava conversa no grupo pra ver se ela falava comigo! Que absurdo! Depois de uns dias sem receber resposta nenhuma, eu acabei esquecendo e comecei a deixar tudo isso pra lá. Meu esfriamento aconteceu porque eu não conseguia ver muita coisa em comum entre nós dois. Mora em Brazlândia e eu moro no Riacho Fundo II. Ela curte vaquejada e essas paradas rurais. Já pra mim, cidade é tudo. Ela curte sertanejo universitário e eu tô numa vibe de ouvir só blues e jazz. Ela tá no ensino médio e eu estou já na faculdade. Ela tem uns 5 mil amigos no instagram e eu sou um completo desconhecido.

Mas aí no final do mês, o grupo tinha marcado um outro churrasco. Os três dias antes disso foram horríveis: Ficava totalmente estático na cama, com muita ansiedade, por causa da vontade de encontrá-la novamente. Chegou o dia do churrasco e aconteceu algo que eu não esperava, até por causa da distancia de pensamento entre eu e ela. Ela tava me dando mole! Sério, até a minha mãe, que foi no dia percebeu isso: “Mairon, e aquela menina lá que tava dando mole pra você?”

Bom, aí dessa vez eu não vacilei. Comecei a investir, puxar conversa e etc. Mas o meu problema é que eu não sou um cara direto. Não consigo ser assim. Porém, teve uma hora que eu procurei ela e ela disse que ia embora. Eu fiquei, dentro de mim, triste. Quase pedi pra ela ficar mais um pouco. Ela ficou. Mas um amigo em comum percebeu: “Tu tá querendo pegar a “K” né?”. Desconversei, mas ele falou mais uma coisa: Cara, sei não, estudo com ela e acho que ela tá namorando com um muleque lá. Não minto: Fiquei um pouco triste, mas mesmo assim não resignei. Eu não ia largar tudo por causa de uma fofoca de um muleque de 14 anos? Saí do churrasco com a idéia de que eu ia, uma hora ou outra, chegar nela e ver o que ia dar. Questão de tempo.

Novamente fiquei mais duas semanas sofrendo. Essas foram as piores. Pensava na gente junto. Pensava num casamento. Montei uma vida com ela na minha cabeça. Sozinho. Deitado no meu quarto.

Entrava no face pra ver as fotos dela. Entrava no whats pra ver se ela falava comigo. Se ela estava online. Inventava historia pra puxar assunto no grupo. Depois de muitas insistências, consegui conversar com ela pelo Snap. Falando sobre “Dia dos Namorados”. Falei sobre como era ruim não ter namorada. E ela disse que sentia o mesmo. Como eu tive vontade de expor a minha situação pra ela naquele momento, mas me conti.

Depois disso, na semana passada, fiquei até 2 da manhã conversando com ela pelo whats. Acabei falando muito sobre mim, mas mesmo assim ela me deu muita brecha e eu senti que ela tava me dando mole. A gente estava falando sobre “quem deveria chegar em quem pra propor um namoro”, se era o homem ou mulher. Aí ela me disse: “Mairon, imagina se eu chegasse em você e falasse: Mairon, quero namorar com você, me dá uma chance! Você me acharia muito louca né?” Eu falei que não acharia ela louca. Mas como eu queria que aquela frase não fosse somente hipotética…

Bom, no afã de reencontrá-la, fiquei pilhando pra a gente sair pro cinema hoje. Só que ela, nesses dias, parou de escrever no grupo e etc. Por causa disso, tinha decidido que hoje, 24/06/2015, eu iria chegar nela de qualquer jeito e falar o que eu tava sentindo. Decidido mesmo. Continuei ansioso pra caramba, sem vontade de fazer nada, só que o tempo passasse para que chegasse nessa bendita quarta-feira.

Mas o pior aconteceu…

Estava ontem no face, tranquilo, zuando muito. Até que eu recarrego a página do face e vejo: A Srta. “K” fez uma postagem do face via instagram com uma frase mais ou menos assim: “O seu sorriso é o motivo do meu sorriso”. Na imagem estava ela e mais um cara. Nos comentários o pessoal dizia: “Quero ser madrinha” e etc.

Nesse momento eu me senti muito mal. Muito puto comigo. Triste mesmo. Fiquei em silêncio.

Hoje de manhã eles trocaram os status: Fulano está em relacionamento sério com a Srta. “K”.

Estou sem reação até agora.

Estava vivendo uma mentira, pensando coisas, imaginando situações que nunca iriam acontecer. Quase 2 meses com ela na cabeça. 24 horas por dia.

Agora vou pra um cinema, mas torço pra que ela não vá! Não vá! Eu queria mesmo era ficar sozinho. Mas sozinho eu não posso ficar. Pelo menos eu tenho esse blog pra desabafar.

Game Over pra mim.

Estou de Volta! – Parte 1

Tô de volta nessa bagaça!

Tô de volta nessa bagaça!

Depois de mais de 6 meses sem escrever (na verdade tem mais de um ano, já que a ultima postagem propriamente dita é de abril), resolvi voltar a escrever.Isso aconteceu depois do final de semana que passou. O motivo vocês saberão em breve. (Tem a ver com o facebook!)
Mas quero fazer um panorama do que me aconteceu nesse ultimo ano.
Essa primeira parte será do período de Abril até início de Agosto de 2014. Então vamos lá!


Relembrar é viver…

Sim, eu tinha cagado o meu terceiro semestre! Mas, como um gato, consegui me safar. Lembro que eu tirei uma senhora nota em Penal (9 na segunda avaliação e 9 na recuperação. A professora desconsiderou a primeira nota, o 5, e acabei ficando com nove na média!), passei em Civil (A melhor professora “ever made”, Cecília, me deu 1 ponto e eu passei!) e em Filosofia do Direito aconteceu umas paradas estranhas, mas mesmo assim passei. Que paradas estranhas? Bom, a professora tirou uns pontos meus (!!!) e, na segunda prova, ela pegou algumas questões da internet e errou o gabarito da questão. Aí eu marquei a questão certa de acordo com a banca criadora da questão, mas a professora que tava com o gabarito errado, considerou errada a minha questão.

Nem preciso dizer que eu fiquei bastante puto com o ocorrido. E também nem preciso dizer que não ia deixar barato aquele absurdo. Comecei a ler Kant feito um maluco pra poder criar algum tipo de recurso para as questões que abordavam justamente o “imperativo categórico de Kant”. Aí eu montei o recurso e fui falar com a professora. Expliquei pra ela que Kant dizia que as leis deveriam ser baseadas por um juizo sintético “a priori” e não “a posteriori” como ela tinha dado como certa na questão. Era algo tão básico de Kant que eu pensei que ia ser tranquilo resolver isso…

Aí ocorreu o inesperado: Ela resolveu não aceitar, disse que não era bem assim e que ia falar com um amigo dela especialista em Kant. Simplesmente não quis dar o braço a torcer! KKKKKKKKKKK, que ridículo! Ato bobo e arrogante. Aí eu tive que ir na Direção, pedi recurso e etc. Bom, no fim das contas eu recebi meus 2 pontos de volta, mas, intencionalmente ela tirou alguns pontos de participação minha, sendo que eu era o mais participativo da aula! Como essa pontuação é discricionária do professor, ela pôde fazer isso.

Resultado: Fiquei com 6,9 em Filosofia do Direito e tive que fazer recuperação por causa de 1 décimo! Quando ouvi ela dizendo que teria que fazer a prova por 1 décimo, quase mandei ela ir para a p***. Ainda bem que eu me segurei. Detalhe: na prova valendo 10, teria que tirar 7 pra poder ganhar esse 1 décimo. Fiz a prova muito puto e entreguei pra ela.

Passei na prova e, depois de muita luta, consegui terminar o semestre. Estava pronto para assistir a Copa do Mundo! No Brasil! Estava empolgadíssimo. Gastei minhas ferias todas assistindo TODOS os jogos da copa. O resto a história já conta. 7 a 1, levamos uma taca. No inicio de 2014, depois do roubo praticado pelo Flamengo no Carioca, tinha resolvido parar de assistir futebol de clubes. Só assistiria de seleções. Depois do “mineirazzo”, também decidi não mais perder meu tempo com a Seleção Brasileira. O que foi muito triste pra mim, já que a minha copa tinha sido de 2002 e eu sempre esperava mais da seleção. Depois de julho eu escolhi continuar a minha vida sem mais acompanhar o futebol, uma das coisas que eu mais gostava na vida.

O que mais aconteceu naquelas férias? Bom, acho que foi só copa, facebook e bomba lanches. Também teve a ligação de um cara da UnB me chamando pra fazer parte do movimento estudantil, se auto-intitulando “conservadores”. Depois que eu li a apostila dele que indicava a postura “keynesiana” do grupo, preferi não me meter nisso. E fiz bem. Depois eu adicionei ele no face e, durante os meses, percebi nas postagens dele que ele não passava de um progressista safado.

Por agora, só isso! Depois eu escrevo a Parte II, que vai abordar o meu 4º Semestre.

Inté!

Eu voltarei… Em breve!

Bom, muita coisa aconteceu comigo desde abril. Uma delas é que agora eu comprei um smartphone e por isso poderei voltar a postar. Em breve retomarei as atividades!

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Como eu caguei o meu semestre

Pois é pessoal, estamos nós tráveis!

É isso mesmo que você viu na postagem. Eu consegui a façanha de cagar todos os meus planos nesse semestre tudo por causa da minha preguiça. Desde quando entrei no curso de Direito, vivo uma mentira, enganando á todos e á mim mesmo que estou estudando sério. Na verdade, está sendo tudo uma bosta, porque eu não consigo sentar na cadeira e estudar, mesmo que a matéria seja massa. Eu sou um bosta. E ainda penso que vou ganhar dinheiro na vida, que loucura.

Lembrem que eu disse para vocês que esse semestre seria diferente. Na verdade, parece que não vai ser porquê eu não aprendi o recado e continuei levando o curso nas coxas, gastando meu tempo no face e jogando nessa praga desse note, que só serviu pra potencializar a minha imbecilidade. Sem contar que, por essa minha característica de não ser determinado, fico puto rápido e não consigo me concentrar.

Pois é, apesar de não ter estudado corretamente como deveria ter acontecido pra Filosofia do Direito durante o curso, estava bastante confiante pois eu participava dos debates, sempre ativo e sentia que a professora gostava disso. Então relaxei. Estudei razoavelmente para as provas e deixei o pau rolar. Fiz a prova, e só tirei 5 de 7, sendo que eu pensei que ia gabaritar. Fiquei com 7,7 na média e isso me deixou irado. Disse ao meu orientador que tinha ficado puto e que ia chegar mordido pra prova de Civil. Não estudei de verdade pra prova de Civil, achei que vídeo-aula bastava e novamente “me forniquei”. Não estava entendendo nada da prova que cobrava um pouco mais de profundidade e eu não tinha nenhuma, só sabia dos conceitos de forma geral. Sai estranho e sem confiança alguma da prova. – 2 pro babaca aqui.

Aí começo para estudar para Penal. Continuei estudando por vídeo aula, mas não estudei pelo material dela. Poxa, quem eu queria enganar! QUEM, PAPAI DO CÉU QUERIDO!!! Estudei pra caramba princípio da igualdade e não me preucupei em gravar nomes, somente entender os conceitos para não repetir o que eu fiz na última prova. E outra: a Professora disse que não ia cair conflito de normas penais. Resultado: Não caiu princípio da igualdade, caiu 2 questões de conflito de normas e ela queria o nome dos termos. Eu fiquei irado com isso. Sabia do conceito, mas tinha esquecido o nome.

Aquela VACA MENTIROSA não cumpriu com a sua palavra e isso me desanimou na prova. Pensando no que eu marquei, sei que o máximo que consigo tirar é 7 (e olhe lá). Estou preparado pra ouvir um 4 ou 5. Pra quem precisa de 14, eu estou mais que lascado.

E, pra acabar com tudo, perdi minha tarde toda de hoje fazendo bosta nenhuma, não estudei para prova de Processo Civil I e ainda inventei de perder o pouco tempo que resta escrevendo pro blog. Eu tenho mais é que tomar na cabeça msm.

E eu achando que iria tirar 10 em todas as matérias. Francamente, Mairon, francamente!

Enchendo linguiça

Sete dias depois da minha última postagem que na verdade não passou de uma “encheção de linguiça”. Só pra dizer que não postei nada.

Infelizmente acho que estou transformando a minha vida numa eterna encheção de linguiça. A minha procrastinação já assume níveis tóxicos, á ponto de me impedir de estudar para provas (!) e até de tentar mudar essa minha postura. Se estiver alguém que acompanha as minhas postagens, perceberão que eu sou um baita de um “fogo de palha”. Me animo tanto, apesar de não demonstrar de forma tão incisiva, com algumas coisas, dou início mas não consigo dar continuidade. E o que me deixa triste é que existe tanta gente que coloca muita fé em mim e eu só estou os decepcionando.

Sou uma pessoa tão comum, mas tão convencional que isso me diferencia dos outros que estão á minha volta. Não gosto de ir para festas, visto geralmente o que a minha mãe compra pra mim, e meu modo de pensar é de um homem médio. Sou homem, branco, heterossexual e cristão. Ou seja: sou o tipo que muita gente diz que é “burguês”, mas não vejo tanto brilho na minha vida por ser assim, apesar de alguns dizer que só por ser desse jeito, tenho vantagens. Vai saber…

Meus discursos são tão bonitos, mas tenho uma dificuldade de viver o que eu falo. As pessoas pensam que sou inteligente e esforçado. Mal sabem o quanto eu sou fraco. Tem gente que me admira por qualidades que eu não tenho! E pior, não ajudo á construir essa imagem, mas não tento retificar essa incongruência. Por isso, ás vezes me sinto sujo, desonrado. Gostaria tanto de ser uma pessoa com valores inabaláveis, sempre saio da igreja com esse pensamento. Mas é só iniciar o outro dia e lá está eu reclamando da demora do ônibus, reclamando da professora, reclamando das coisas não darem certo na minha vida, jogando a culpa para os outros sendo que o agente principal da derrocada da minha vida sou eu! Que tolo eu sou! Isso assombra meus pensamentos e me deixa muito mal.

Quanto mais tento ter certeza do que eu penso, mais percebo a minha fragilidade perante ás coisas. Falo para as pessoas que devemos ser agentes do nosso futuro, mas quanto mais eu tento planejar o meu, mais me frustro, pois não consigo ter uma continuidade em tudo que proponho. As pessoas pensam que eu estudo. Não estudo o suficiente. Meu conhecimento é variado, porém limitado. Não tenho força de vontade porque me desanimo fácil.

O meu orientador me disse que eu tenho tudo, pois sei das minhas falhas, só me falta colocar a mão na massa. E eu concordo. O problema é que faz um mês que ele acha que eu estou estudando e não estou. Estou mentindo tão bem que ele acredita que eu sou um prodígio. Quando ele ver as minhas notas, saberá o quanto eu sou “overrated”.

Sei que estou me enganando, mas não consigo sair dessa prisão. Enquanto isso, vou tentar sair dessa espiral de “encheção de linguiça” rumo ao fundo do poço. Até breve.

Fragmentos Aleatórios 1

Vou abrir esse espaço para colocar pedaços de discussões minhas no face ou anotações e etc. Sei lá, coisas que sozinhas não deem um texto normal como os que eu posto aqui.

A primeira é de uns comentários que eu fiz numa página Attwhore sobre a imagem acima. Meu primeiro comentário foi:

As próprias feministas se objetificam quando usam seus peitos (oprimidos pela gravidade) pra chamar atenção do público em suas marchas.

E em seguida, respondendo uma menina que demonstrou concordar comigo:

Mas diz se não é? Aliás, isso também é outro fator contraditório nas marchas feministas: Enquanto as mãos estão levantadas, os mamilos apontam para baixo. Por isso que elas nunca conseguem transmitir o que querem. A soma dos vetores sempre dá zero. rsrsrsrs.

Aí, o pessoal curtindo, gente comentando dizendo outros casos interessantes, do nada aparece uma feminista com três comentários, a saber:

engraçado, você falar sobre objetificação, toda vez que for abrir um porno denuncia se a moça estiver com os seios mostrando, afinal imbecis como você sempre vão achar que a nudez está relacionada ao sexo, mas no caso das feministas está relacionado a própria liberdade. Sem contar essa página ridícula que ja criticou tanto o feminismo (baseado no que eles escutam dizer) que ja não tem mais o que dizer. quanto os seios que saem do seu padrão de seios agradáveis, eu sugiro que dê um jeitinho nessa sua cara caída, porque tá no mesmo patamar.

Prontamente, respondi a jovem:

Vamos lá maria, lendo os seus comentários, percebi que você parece não ter entendido a foto, nem meu comentário, quiçá o que seja objetificação. Mas ao invés de você que vomitou um monte de conceitos que você não conhece de verdade, devido falta de nexo entre um comentário e outro, eu colocarei alguns pontos do seus comentários aqui, pois como eu não estou fazendo nada, resolvi desmascarar umas falaciosas… rsrs 1) “toda vez que for abrir um porno denuncia se a moça estiver com os seios mostrando, afinal…” rsrsrs, deixa ver se eu imagino: “vou falar de pornografia pq faz parte do universo masculino, vou apertar no seu calo”. Sabe de nada, inocente. Aliás, você só demonstra o “modus operandi” feminista: Generalização. É muito facil criar teorias delimitando universalmente o conceito de mulher e homem, no caso, sempre colocando como dois lados da balança o que contrasta com a tal “igualdade” que vocês mesmo pregam. É tão conveniente, pois, se aparecer algum ponto fora da reta, é só abafar ou dizer que são ignorantes, assim como vocês fazem com as mulheres que não concordam com as sandices de vocês, como está explicito na imagem feita pela Attwhore. 2) “imbecis como você sempre vão achar que a nudez está relacionada ao sexo. mas no caso das feministas está relacionado a própria liberdade” Quem disse que eu relaciono uma coisa com a outra? Na verdade, o que eu postei nem dá pra inferir isso. O fato é: estamos numa sociedade que faz esse tipo de ligação. Aliás, nossa sociedade é altamente sexualizada. E vocês sabem disso, caso contrário não usariam essa artimanha, pra chamar atenção. E sim, é chamar atenção. Qual é o motivo de uma manifestação, se não é denunciar algo? Não venha dar de joão-sem-braço que não cola. Se o discurso de vocês não é sexualizado, porque todas as frases pintadas no corpo apontam o contrário? A liberdade que você fala é a liberdade de fazer SEXO sem ninguém poder fazer valoração alguma disso. Ou seja, como querer controlar a opinião alheia pode se relacionar com liberdade? A hipocrisia é tão grande que assusta. 3) “Sem contar essa página ridícula que ja criticou tanto o feminismo (baseado no que eles escutam dizer) que ja não tem mais o que dizer.” Ah, quanto á isso, nem especule: sempre vai ter material. a página Attwhore não abordou nem a metade do espaço amostral das hipocrisias do movimento feminista. Acho que você é que não conhece muito bem o que milita. Opinião minha. 4) “quanto os seios que saem do seu padrão de seios agradáveis, eu sugiro que dê um jeitinho nessa sua cara caída, porque tá no mesmo patamar.” E olhe que estou semi-mascarado, o que me deixa com dúvidas se a sua crítica é verdadeira, ou é só pra não passar em branco… Bom, se vocês que, de um entendimento geral (vide os “curtir”) não conseguem manter esses peitos levantados, porque eu, que nos meus 18 aninhos e com uma pele de bebê vou ajeitar o que já está belo? rsrsrsrsrsrs.


Um outro fragmento é um comentário meu sobre uma imagem que o meu amigo postou no seu feed:

Meu comentário:

Boa observação. Aí que tá o mistério. Se a culpa do estupro é do estuprador, logo a culpa do assalto é do assaltante. O problema é que “muitxs” (vc sabe de quem eu me refiro) concordam com a primeira premissa, mas com a outra não. Se o cara assalta, a culpa é do burguês, da opressão, da polícia, do modo de vida, da sociedade e etc. Se no roubo ele mata alguém, não pode acumular o crime de roubo e homicídio, mas sim latrocínio que é um pouco mais leve do que as duas somadas. Até porque, ele não tinha a intenção de matar na hora de roubar… (se o assaltante não soubesse que matar era uma opção possível, ele não assaltava com arma) Ou seja, o estuprador tem auto-determinação, mas o assaltante só é mais um influenciado pelo meio… Como assim pede a cabeça de um, mas o outro tem que passar a mão? Percebe a conveniência? Se o crime se tratar de uma pauta específica do meu movimento, eu caio em cima. Se não faz parte, não me interessa…

No mais, é isso. Até a próxima da série “Fragmentos”.

PS: Peço desculpas pelos erros gramaticais. Quando estou digitando ferozmente no face, não atento pra essas coisas.

Reflexão de Aniversário (18 Anos)

O bom de datas comemorativas é que ela, ás vezes, proporciona um espaço para reflexão. Como geralmente deixamos a nossa vida “no automático”, esses momentos são importantes pra dar uma parada pra pensar. E como cada data cabe um objeto diferente de reflexão, nos aniversários esse objeto é você mesmo, tanto de como nós encaramos nós mesmos (parece estranho, mas certamente vocês pegaram a sacada), como também a nossa postura perante os outros. Sim, por muito tempo da minha vida polarizei muito num pensamento de que “não importa os outros”. Na verdade, os outros sempre importaram, eu que estava me iludindo. E isso é bom que seja assim: Quem não está aberto para feedbacks nunca vai perceber que precisa melhorar sempre, não só pra si, mas também para o próximo. Sabedoria judaico-cristã aí gente!

Nesse auto-reflexão, apesar dos pontos que eu sei que preciso melhorar, acho que acertei em algumas coisas. Dentre esses pontos positivos, destaco um por motivos que explicarei em breve. Desses 18 anos que se passaram aí, voltando bastante, pensando exaustivamente, não me recordo de ter guardado mágoa ou rancor de ninguém, Isso implica dizer que hoje também não guardo ressentimento nenhum de nenhuma pessoa. Alguns podem acreditar que seja mentira, mas com toda sinceridade digo que, quanto á mim, não há nada contra ninguém que eu tenha conhecido. Acho que isso veio da minha criação. Mesmo depois de apanhar, minha mãe nunca deixava que eu ficasse com raiva dela. E eu acabei levando isso pra todas outras relações pessoais. Quando se é criança, isso é tão natural ver duas crianças brigando e, depois brincando juntas. É claro que quando crescemos, as brigas não são tão banais como antes, mas o que não entra na minha cabeça é essa mania que muitos tem de criar desafetos e inimigos declarados. Qual a finalidade disso? Não falo isso por conveniência ou por nunca ter sido sacaneado. Pelo contrário, eu já ouvi muita merda de muita gente. Já ouvi palavras duras de quem eu não esperava, indiferença de quem eu muito estimava e esperava, ou seja, coisas comuns quando se vive em sociedade.

É claro que não podemos (e nem devemos) controlar o que ouvimos dos outros e nem saber quando alguém não está sendo correto contigo, mas podemos sim controlar o quanto isso vai repercutir em nós mesmos. Se vamos alimentar uma mágoa daquilo ou se vamos deixar isso passar. Ora, se alguém te incomoda e demonstradamente não gosta de você e nem quer o seu bem, saia de perto. É necessário medir força? Porquê tanto desaforo, barraco e rancor guardado por anos? Você pode dizer que eu não sei “o que você passou”. Ok, mas mesmo assim, mantenho? Porquê?

Aprendi no meio cristão o quão bom é liberar perdão e esquecer. Pode parecer fraqueza, mas não é. É uma das coisas mais nobres que podemos ter, pois a Honra só se encontra em situações que fogem o senso comum. Jesus já mostrava que não há mérito algum em amar quem merece ser amado. Gostar de quem é fácil gostar. A honra está em fazer o que ninguém tem interesse de fazer: esquecer o mal daquele que praticou o mal, mesmo que pareça justo não esquecer e retrucar esse maldade. E isso só faz bem. A tranquilidade daquele que não carrega consigo nenhuma ponta solta paga todo desgaste interior para aceitar que devemos dar o braço a torcer, não precisar sair por cima sempre, não é necessário mostrar sempre que o outro está errado mesmo quando você sabe que está certo. “laissez faire, laissez aller, laissez passer”.

O mais legal disso é que, perdoando, você aprende a pedir perdão. E, aproveito o momento para dizer que, se você leu até agora e tem alguma mágoa de mim, de algo que eu fiz ou de algo que eu não fiz e deveria ter feito, me perdoe. Infelizmente sou falho pra caramba e, de vez em quando enfio os pés pelas mãos. Mas acredite, estou tentando melhorar! E esse é o espírito: melhorar sempre. Meu intuito em escrever até aqui não foi de mostrar “o quanto eu sou isso, aquilo e que não preciso mais daquilo e que sou melhor nisso”. Na verdade, isso é um convite para caminharmos juntos busca pelo perdoar e pedir perdão, pois além de ainda estar na luta, aprendendo, gostaria que você também praticasse essa virtude para que, caso um dia eu falhe contigo, você me perdoe, assim como gostaria de poder perdoar todas as vezes que no futuro alguém me prejudicar. Viu como é algo que é feito em conjunto?

Então pessoal, é isso. Bora relevar mais o outro, levar na “esportiva”, evitar o desgaste. Há tanto sofrimento que poderia ter fim se fôssemos um pouco mais tolerantes com nós mesmos e com os outros… Certamente, existiria bem menos processos ativos no judiciário, já pensou nisso? rsrsrsrs. Valeu pessoal, um abraço!